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O cinema tira cada vez mais proveito da tecnologia de edição digital desenvolvida para sistemas Macintosh. Muito mais do que gerar efeitos especiais e gráficos mirabolantes, o computador Mac oferece diversas vantagens para profissionais de vídeo e cinema. O filme O homem que copiava, produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, é um exemplo de como o Final Cut Pro pode ser fundamental na montagem e edição de um longa-metragem, trabalho que exige tempo e habilidade para integrar os formatos DV e película 35mm.
Os primeiros filmes editados digitalmente na Casa de Cinema sofreram bastante com este problema de sincronia, que foi solucionado com a chegada do Cinema Tools e o Final Cut Pro 3. Giba Assis Brasil, montador do filme, conta sua experiência com o software e também as vantagens do Cinema Tools: No trabalho em Tolerância (longa-metragem), Sanduíche e Dona Cristina Perdeu a Memória (curtas), nós comparamos o copião telecinado com a montagem do Final Cut Pro 2 e, claro, deu diferença de 25 a 45 quadros para cada rolo de 20 minutos. Para aproveitar devidamente a edição feita em Final Cut Pro na edição definitiva em película seria necessário muito trabalho, pois os poucos quadros de diferença já seriam suficientes para atrapalhar a edição do som. É aí que entra o Cinema Tools: Em O homem que copiava optamos por adquirir e instalar o Cinema Tools. Valeu a pena. As listas de corte foram geradas automaticamente, fizemos copião, conformamos o copião a partir das listas, telecinamos o copião e comparamos - nenhum quadro de diferença. Aprovamos o Cinema Tools, avalia Giba. O Cinema Tools facilitou com uma precisão espantosa o processo de listas de corte e edição de som, concorda Alfredo Barros, assistente de montagem. O Final Cut Pro também possibilitou a edição de seqüências bastante complexas, indo muito além dos recursos e técnicas de corte comuns. O assistente de montagem Alfredo Barros conta um pouco mais sobre o trabalho de edição: A cena do Mosaico foi uma das seqüências mais complexas para o trabalho do assistente de montagem. Trata-se de uma seqüência que combina oito planos diferentes num mesmo quadro, descrevendo o quarto do personagem através de oito segmentos simultâneos. O Final Cut Pro possibilitou a disposição e organização das seqüências de forma fácil e ágil, com excelentes resultados. Conseguimos criar um efeito interessante, comenta Alfredo, entusiasmado.
Alfredo comemora as vantagens de trabalhar numa plataforma Apple: A facilidade de operação e os recursos que o Cinema Tools e o Final Cut Pro nos proporcionaram durante a montagem significaram uma enorme economia de tempo, dinheiro e trabalho braçal. O Final Cut Pro facilitou a visualização e reelaboração da forma final do filme enquanto ele estava sendo montado, e não apenas no trabalho de finalização. O significado disso para o trabalho de direção criativa do filme e para a produção é realmente imensurável. O diretor aprovou tudo o que fizemos no Final Cut Pro e assistiu à versão finalizada apenas para confirmar se estava tudo igual. |
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