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O cinema tira cada vez mais proveito da tecnologia de edição digital desenvolvida para sistemas Macintosh. Muito mais do que gerar efeitos especiais e gráficos mirabolantes, o computador Mac oferece diversas vantagens para profissionais de vídeo e cinema. O filme “O homem que copiava”, produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre, é um exemplo de como o Final Cut Pro pode ser fundamental na montagem e edição de um longa-metragem, trabalho que exige tempo e habilidade para integrar os formatos DV e película 35mm.





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Um dos principais problemas enfrentados na edição digital de material para cinema é a sincronização entre o trabalho feito em Final Cut Pro e a cópia do filme em película. O cinema trabalha com película 35mm, cuja edição é feita na moviola, e o Final Cut Pro serve para criar um rascunho do filme em vídeo digital, com toda a edição prevista numa lista de cortes. Mas é comum acontecerem diferenças na contagem de quadros: a lista de cortes gerada a partir desta versão digital é baseada em vídeo a 30 quadros por segundo, enquanto o trabalho final em película é a 24 quadros por segundo. Para que todo o trabalho feito na ilha digital seja aproveitado no cinema, é fundamental a utilização de um recurso como o Cinema Tools, que faz a conversão entre um formato e outro sem perder a sincronia. O processo que gera quadros repetidos e permite a sincronização entre o trabalho “offline” (material digitalizado) e “online” (película) é hoje muito mais preciso.

Os primeiros filmes editados digitalmente na Casa de Cinema sofreram bastante com este problema de sincronia, que foi solucionado com a chegada do Cinema Tools e o Final Cut Pro 3. Giba Assis Brasil, montador do filme, conta sua experiência com o software e também as vantagens do Cinema Tools: “No trabalho em ‘Tolerância’ (longa-metragem), ‘Sanduíche’ e ‘Dona Cristina Perdeu a Memória’ (curtas), nós comparamos o copião telecinado com a montagem do Final Cut Pro 2 e, claro, deu diferença de 25 a 45 quadros para cada rolo de 20 minutos”.

Para aproveitar devidamente a edição feita em Final Cut Pro na edição definitiva em película seria necessário muito trabalho, pois os poucos quadros de diferença já seriam suficientes para atrapalhar a edição do som. É aí que entra o Cinema Tools: “Em ‘O homem que copiava’ optamos por adquirir e instalar o Cinema Tools. Valeu a pena. As listas de corte foram geradas automaticamente, fizemos copião, conformamos o copião a partir das listas, telecinamos o copião e comparamos - nenhum quadro de diferença. Aprovamos o Cinema Tools”, avalia Giba. “O Cinema Tools facilitou com uma precisão espantosa o processo de listas de corte e edição de som”, concorda Alfredo Barros, assistente de montagem.

O Final Cut Pro também possibilitou a edição de seqüências bastante complexas, indo muito além dos recursos e técnicas de corte comuns. O assistente de montagem Alfredo Barros conta um pouco mais sobre o trabalho de edição: “A cena do ‘Mosaico’ foi uma das seqüências mais complexas para o trabalho do assistente de montagem”. Trata-se de uma seqüência que combina oito planos diferentes num mesmo quadro, descrevendo o quarto do personagem através de oito segmentos simultâneos. O Final Cut Pro possibilitou a disposição e organização das seqüências de forma fácil e ágil, com excelentes resultados. “Conseguimos criar um efeito interessante”, comenta Alfredo, entusiasmado.

“Outra cena interessante é a dos ‘Quadrinhos’. Até hoje, o Giba não sabe como eu fiz esse efeito no Final Cut”, conta Alfredo. Em ‘Quadrinhos’, há diversos planos dispostos como numa página de revista em quadrinhos, todos rodando simultaneamente. A câmera parece mover-se sobre a página, mostrando os quadrinhos aos poucos. O Final Cut tornou possível a execução de uma idéia complicada, praticamente impossível de ser feita na moviola.

Alfredo comemora as vantagens de trabalhar numa plataforma Apple: “A facilidade de operação e os recursos que o Cinema Tools e o Final Cut Pro nos proporcionaram durante a montagem significaram uma enorme economia de tempo, dinheiro e trabalho braçal. O Final Cut Pro facilitou a visualização e reelaboração da forma final do filme enquanto ele estava sendo montado, e não apenas no trabalho de finalização. O significado disso para o trabalho de direção criativa do filme e para a produção é realmente imensurável. O diretor aprovou tudo o que fizemos no Final Cut Pro e assistiu à versão finalizada apenas para confirmar se estava tudo igual”.



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