Kirk Dianda e Rob Dyrdek:
Saindo Para a Ruas
“Há este famoso lugar de skate no Oeste de Los Angeles,” diz o renomado skatista Rob Dyrdek. “Cinqüenta garotos estão andando de skate lá. Então, aparecem os policiais. Metade dos garotos se esconde atrás de um canto — e a outra metade corre para seus Porsches!”
O que os policiais não se dão conta, diz Dyrdek, é que aquela metade de skatistas sujos são profissionais ganhando muito com patrocínios. “Eles se vestem da mesma forma que os garotos da vizinhança. Eles andam de skate nos mesmos lugares proibidos por lei. A diferença é que, quando os prós são pegos, eles dirigem seus carros esportivos de volta à suas mansões milionárias.”
Andar de skate, ou skateboarding, está nas ruas de uma vez por todas. O esporte que começou nas piscinas nos anos 70 e migrou para as rampas verticais nos parques especializados na década seguinte, buscou o mobiliário urbano nos anos 90 — e onde as grandes manobras ainda acontecem.
O disparador de Kirk Dianda — uma Canon EOS Rebel acoplada a seu PowerBook G4.
“Nosso esporte é muito mal representado,” reclama Dyrdek. “Como profissional, a primeira coisa que as pessoas me perguntam é ‘Você conhece o Tony Hawk?’ e ‘Você já participou do X Games?’ E a resposta para ambas é sim. Mas nada disto tem a ver com o nosso esporte hoje.”
Arquitetura para Skate
Dos 13 milhões de skatistas dos Estados Unidos, poucos imitam os X Games. A maioria, diz Dyrdek, vai para as ruas. “Eles andam nas praças, pátios e passagens. São nestes lugares que o esporte foi aperfeiçoado e é o padrão pelo qual todo o esporte é julgado.”
“Veja uma revista de skate — as fotos são todas de skatistas invadindo propriedades privadas. Meus patrocinadores não ligam se vou para os X Games. O que eles querem para seus anúncios são os truques que eu faço nas ruas.”
Skatistas em busca de patrocínio dão o melhor de sua performance nas apresentações da rua. “É assim que notam você, para se tornar profissional nisto,” diz Dyrdek. Uma vez profissional, eles continuam nas ruas. “Não vamos para centros de treinamento porque simplesmente não existem. Tenho 31 anos e todos os dias corro de policiais, como os garotos.”
Design Radical
O mundo do skate de rua é fadado a problemas. Com medidas anti-vandalismo à prova de skatistas se apresentando nas ruas, é crescente a dificuldade que têm os garotos para praticar suas manobras. “Os anos passam e eles se tornam cada vez mais duros conosco,” diz Dyrdek.
Ele sente que as cidades investiram na solução errada. “Eles imaginaram que tinham que construir parques para a garotada andar de skate,” diz Dyrdek. “Mas eles pensam que queremos os X Games. Então, gastaram um monte de dinheiro e os garotos não vão. O skate é um fenômeno totalmente urbano mas os parques para skatistas não acompanham isto.”
Por uma década, Dyrdek sonhou com a solução: um novo design radical para o ambiente urbano. Em junho de 2005, seu sonhou se tornou realidade com a abertura do Skate Plaza em sua cidade-natal Kettering, em Ohio.
“Não é um parque”, insiste Dyrdek, “mas um parque em que as pessoas andem de skate.” Um magnífico espaço público construído com o dinheiro de Dyrdek, seu patrocinador DC Shoes e a cidade, está aberto a deficientes físicos, pessoas que querem fazer pique-niques, roqueiros. “O objetivo principal é coexistir com as pessoas,” diz Dyrdek.
Um Giro no Ar
Agora, a história de seu projeto se tornou o DVD do documentário educacional de 30 minutos, “Groundbreaking: The Story of the First Skate Plaza,” criado pelo cineasta da DC Shoes Kirk Dianda com a ajuda do Final Cut Studio e sua ilha de edição móvel baseada no PowerBook.
Dianda confia em seus Macs onde estiver. “Todos no meu departamento têm um Power Mac G5 ou um PowerBook para viagem,” diz. “Nós estamos 100% comprometidos com o Final Cut Pro nas ilha de edição do escritório e usamos os PowerBooks para capturar e editar as filmagens na estrada.
“Não poderíamos realizar este projeto sem nossas ferramentas Apple,” adiciona Dianda. “Primeiro, porque é tudo digital e a Apple é o padrão. Você não pensa duas vezes: é mais fácil, é melhor e é o que sempre fizemos.”



