PRESS RELEASE Julho 21, 2020

Apple assume compromisso de neutralizar toda a emissão de carbono de seus produtos e cadeia de fornecimento até 2030

A empresa, que já neutralizou sua emissão corporativa de carbono em todo o mundo, planeja zerar completamente sua pegada de carbono 20 anos antes do estabelecido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas

Turbinas no parque eólico Montague, em Oregon.
O parque eólico Montague, em Oregon, é um dos maiores projetos da Apple, com 200 megawatts, e fornece eletricidade para o centro de dados da Apple em Prineville.
Cupertino, Califórnia — A Apple anunciou hoje seu plano de neutralizar a emissão de carbono de toda sua operação, cadeia de produção e ciclo de vida dos produtos até 2030. A empresa já alcançou a neutralidade na emissão de carbono em suas operações corporativas ao redor do mundo e, com este novo compromisso, até 2030 zerará o impacto climático líquido de todos os aparelhos Apple comercializados.
“A indústria tem uma grande oportunidade de ajudar na construção de um futuro sustentável, fruto do compromisso comum com o planeta que compartilhamos”, defende Tim Cook, CEO da Apple. “As inovações por trás do nosso esforço ambiental não são boas apenas para o planeta — elas nos ajudaram a fazer produtos mais eficientes no consumo energético e a implementar novas fontes de energia limpa no mundo todo. O combate às mudanças climáticas pode ser a base para uma nova era de inovação, criação de empregos e crescimento econômico de longo prazo. Com nosso compromisso com a neutralidade de carbono, esperamos iniciar uma onda muito maior de mudanças.”
A Apple está detalhando sua estratégia de neutralidade de carbono com um plano para outras empresas, à medida que indústrias buscam reduzir seu impacto nas mudanças climáticas. No Relatório de Acompanhamento Ambiental de 2020, publicado hoje, a Apple detalha o plano de reduzir suas emissões em 75% até 2030 e desenvolver soluções inovadoras de extração dos 25% restantes de toda sua pegada de carbono.
Painéis solares em central de energia solar.
Mais de 80% da energia renovável que a Apple utiliza vêm de projetos criados pela própria empresa.
Para fomentar essas e outras iniciativas, a Apple está colocando em prática um acelerador de impacto com foco em investimentos em empresas de propriedade de grupos minoritários. Eles geram resultados positivos em sua cadeia de fornecimento e nas comunidades que são afetadas desproporcionalmente pelos fenômenos ambientais. O acelerador é parte da Iniciativa pela Equidade e Justiça Racial, esforço de US$ 100 milhões recentemente anunciado pela Apple com foco na educação, igualdade econômica e reforma do direito penal.
“Estamos orgulhosos do nosso esforço em prol do meio ambiente e da ambiciosa estratégia que definimos para o futuro”, comemora Lisa Jackson, vice president de Environment, Policy and Social Initiatives da Apple. “O racismo sistêmico e a mudança climática não são questões isoladas nem serão resolvidos com soluções isoladas. Temos a oportunidade de ajudar a criar uma economia mais verde e justa, de desenvolver indústrias completamente novas, com o objetivo de oferecer à próxima geração um planeta que possam chamar de lar.”

Estratégia climática da Apple

A estratégia de 10 anos da Apple reduzirá emissões com uma série de ações inovadoras, incluindo:
Estrutura de produto de baixo carbono: a Apple continuará a aumentar o uso de materiais reciclados e de baixo carbono em seus produtos, inovar na reciclagem de produtos e desenvolver produtos com a maior eficiência energética possível.
  • A mais nova inovação da Apple em reciclagem — um robô apelidado de “Dave” — desmonta  o Taptic Engine do iPhone para melhor recuperar materiais valiosos, como magnetos de terras raras e tungstênio, além de permitir a extração de aço, a próxima etapa após a linha de robôs “Daisy” de desmontagem de iPhone.
  • O Laboratório de Recuperação de Materiais da empresa em Austin, Texas, dedicado à tecnologia de reciclagem de eletrônicos, agora funciona em parceria com a Universidade Carnegie Mellon para desenvolver soluções mais amplas de engenharia.
  • Todos os aparelhos iPhone, iPad, Mac e Apple Watch lançados no último ano são feitos com materiais reciclados, incluindo metais de terras raras 100% reciclados no Taptic Engine do iPhone — algo inédito para a Apple e para os smartphones. 
  • Por meio de inovações no desenvolvimento e uso de materiais reciclados em seus produtos, a Apple reduziu sua pegada de carbono em 4,3 milhões de toneladas em 2019. Nos últimos 11 anos, a empresa diminuiu em 73% o consumo médio de eletricidade necessária para a fabricação de produtos.
A mais nova invenção da Apple em reciclagem — o robô Dave — recupera materiais de um componente do iPhone para melhor utilização em futuros produtos.
Expansão da eficiência energética: a Apple identificará novas formas de reduzir o uso de energia em suas unidades corporativas e apoiará sua cadeia de fornecimento nessa transição.
  • Por meio de uma nova parceria com a Apple, o Fundo Verde EUA-China investirá US$ 100 milhões em projetos de eficiência energética acelerada para os fornecedores da Apple.
  • O número de fornecedores que participam do Supplier Energy Efficiency Program da Apple aumentou para 92 em 2019. Essas instalações evitaram a emissão de mais de 779 mil toneladas de carbono por ano.
  • No ano passado, a Apple investiu em melhor eficiência energética para mais de 5,9 milhões de metros quadrados de edifícios novos e antigos, diminuindo a demanda por eletricidade em aproximadamente 20% e resultando numa economia de US$ 27 milhões para a empresa.
Trabalhador sobre turbina eólica realiza reparos a dezenas de metros de altura.
Por meio de um fundo de investimento como nenhum outro, a Apple e 10 de seus fornecedores na China estão investindo cerca de US$ 300 milhões no desenvolvimento de projetos, totalizando 1 gigawatt de energia renovável.
Energia renovável: a Apple continuará consumindo 100% de energia renovável em suas operações — com foco na criação de novos projetos e na migração de toda sua cadeia de fornecimento à energia limpa.
  • A Apple agora tem o compromisso de mais de 70 de seus fornecedores em usar 100% de energia renovável na fabricação de produtos Apple — o equivalente a quase 8 gigawatts. Uma vez alcançado, esse compromisso terá evitado mais de 14,3 milhões de toneladas de CO2e por ano — o equivalente a tirar mais de 3 milhões de carros de circulação todos os anos.
  • Projetos novos e concluídos anunciados hoje em Arizona, Oregon e Illinois levam a capacidade renovável da Apple em suas operações corporativas e mais de 1 gigawatt — o equivalente a fornecer energia a mais de 150 mil lares por ano. Mais de 80% da energia renovável utilizada pela Apple em suas unidades agora vêm de projetos criados pela empresa, beneficiando comunidades e outros empreendimentos.
  • A Apple está lançando um dos maiores sistemas de painéis solares na Escandinávia, além de dois novos projetos de fornecimento de energia para comunidades desassistidas nas Filipinas e na Tailândia.
Dois funcionários em sala de servidores de centro de dados da Apple.
Desde 2014, todos os centros de dados da Apple contam com 100% de energia renovável.
Inovações em processos e materiais: A Apple manejará as emissões por meio de avanços tecnológicos nos processos e materiais necessários para seus produtos.
  • A Apple está apoiando o desenvolvimento do primeiro processo de fusão de alumínio livre de carbono direto por meio de investimentos e colaboração com dois dos seus fornecedores do minério.
  • Hoje a empresa anunciou que o primeiro lote de alumínio de baixo carbono está sendo usado na produção destinada ao MacBook Pro de 16 polegadas.
  • Por meio de parcerias com seus fornecedores, a Apple reduziu as emissões de gases fluorados em mais de 242 mil toneladas em 2019. Esses gases são usados na fabricação de alguns componentes eletrônicos destinados ao consumidor e podem contribuir com o aquecimento global.
Trabalhador monitora processo de fusão em fábrica de alumínio.
A Apple apoiou o desenvolvimento de um método de produção de alumínio que libera oxigênio em vez de gases causadores do efeito estufa durante o processo de fusão.
Extração de carbono: a Apple está investindo em florestas e outras soluções naturais ao redor do mundo para remover carbono da atmosfera.
  • A Apple anunciou hoje um fundo inédito de desenvolvimento de soluções para carbono para investir na restauração e proteção de florestas e ecossistemas naturais em todo o planeta.
  • Em parceria com a Conservação Internacional, a companhia investirá em novos projetos e usará descobertas de trabalhos anteriores na restauração de savanas degradadas no Quênia e manguezais essenciais na Colômbia. Mangues não apenas protegem áreas costeiras e oferecem sustento para as comunidades onde estão localizados, mas também armazenam até 10 vezes mais carbono que florestas terrestres.
  • Por meio do seu trabalho com os fundos The Conservation Fund e World Wildlife Fund e a Conservação Internacional, a empresa colaborou na proteção e melhoria na gestão de mais de um milhão de acres de florestas e soluções climáticas naturais na China, EUA, Colômbia e Quênia.
A Apple atua junto a governos, empresas, ONGs e consumidores ao redor do mundo para fomentar políticas que fortalecem proteções ambientais e a transição à energia limpa. Isso é vital para a empresa na ação global de combate às mudanças climáticas. O plano completo da companhia e como avalia sua pegada de carbono podem ser encontrados no Relatório de Acompanhamento Ambiental de 2020, disponível em apple.com/br/environment. O progresso dos fornecedores em seus compromissos está em apple.com/environment/pdf/Apple_Supplier_Clean_Energy_Program_Update_2020.pdf.
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Imagens das Iniciativas da Apple para neutralização do carbono

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Erica Souza

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