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Ilustração abstrata de criadores e seus apps.
Normalmente começa com uma faísca, uma curiosidade inocente que se transforma em interesse mais específico e, lentamente, vira uma paixão profunda por resolver problemas únicos e estabelecer conexões duradouras em uma linguagem totalmente nova.
Para alguns desenvolvedores de apps, essa faísca se acendeu na escola pelo incentivo dos pais ou de uma professora, enquanto outros entraram no caminho da programação mais tarde, motivados por um desejo natural de desmontar coisas e entender como funcionam.
Em preparação para o STEAM Day em 8 de novembro nos Estados Unidos, sete criadores inspiradores — de colegas de faculdade que se uniram pela paixão por tênis a duas engenheiras que queriam ajudar outras mães a encontrar creches de qualidade — compartilham as jornadas únicas que os levaram ao empreendedorismo por meio do desenvolvimento de apps e à App Store. A seguir, eles oferecem dicas para quem pretende se aventurar na programação e destacam as infinitas oportunidades disponíveis para desenvolvedores de app aspirantes em qualquer etapa da vida.

Vá aonde a curiosidade levar

 

Anne K. Halsall (participante do Apple Entrepreneur Camp de 2022), cofundadora e diretora de produtos na Winnie, uma plataforma que ajuda pais e mães a encontrarem creches e pré-escolas de alta qualidade
“Quando eu era criança, passava o tempo todo fazendo arte no computador e design computacional. Era uma obsessão minha. Para mim, aquilo sempre foi um hobby, algo que eu fazia por diversão, na privacidade da minha casa. Era uma atividade que não me dava oportunidade de criar vínculos com outras crianças porque eu não conhecia outras meninas que também gostassem de computador. Quando entrei na faculdade, nunca me passou pela cabeça fazer isso profissionalmente. Nem mesmo considerei a área de tecnologia como carreira, apesar de ter computadores na minha vida desde cedo. Naturalmente, acabei nela porque era para ser. Era o que eu queria fazer e era a minha paixão. E, por mais que eu tentasse fazer outras coisas na minha vida, inevitavelmente acabei na tecnologia, apesar de mim mesma.”                                                                              

Não tenha medo de mudar de direção

 

Amanda Southworth (WWDC Student Scholar de 2017 e 2018), fundadora e diretora executiva do Astra Laboratories, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve soluções tecnológicas para oferecer recursos vitais a comunidades marginalizadas 
“Quando criei meu primeiro app, o AnxietyHelper, achei que seria apenas assunto para minha inscrição na universidade. Pensei que, embora gostasse de desenvolver para aparelhos móveis, deveria seguir a robótica. Afinal, estava indo para a faculdade. Mas acabei não fazendo nenhum dos dois. Com o AnxietyHelper, criei algo que era necessário porque eu tinha aquela necessidade. A resposta foi e ainda é totalmente impressionante: algo incrível que surgiu de muita luta e força. Foi essencial para entender que as pessoas têm várias formas de agir e que há diferentes níveis de impacto. Desenvolvimento de apps é a minha plataforma, do mesmo jeito que outros escrevem poesia ou fazem filmes. É por meio do desenvolvimento de apps que eu me comunico e processo as emoções."
Sara Mauskopf, cofundadora e CEO da Winnie
“Sempre digo para as pessoas que nunca é tarde para aprender a programar. Conheci a programação na universidade e achei que já estava atrasada porque alguns colegas aprenderam a programar no ensino médio. Mas acontece que é possível aprender a qualquer momento, mesmo muito adiante na sua carreira. Na Winnie, apoiamos a contratação de pessoas com origens não tradicionais, como pais e mães retornando ao mercado de trabalho ou pessoas que veem a programação como um novo caminho após a primeira carreira.”

Cultive uma comunidade

 

Akshaya Dinesh (WWDC Student Scholar de 2018), fundadora e CEO da Spellbound, uma ferramenta que permite que empresas integrem experiências de usuário interativas diretamente nos e-mails de marketing
“Durante o ensino médio, comecei uma organização sem fins lucrativos no meu tempo livre, e tínhamos essa equipe incrível de jovens querendo fazer a diferença no setor. Organizávamos oficinas para alunas do ensino fundamental aprenderem sobre programação e até nossas próprias maratonas de programação. Realizamos uma das maiores maratonas de programação apenas com mulheres em Nova York, com centenas de pessoas de toda a região. Chegaram participantes de todos os cantos do país para criar os próprios produtos e apps. É fantástico ver uma comunidade crescer assim.”
Nicco Adams (participante do Apple Entrepreneur Camp de 2021), cofundador do Kickstroid, um app de descoberta que usa aprendizado de máquina para ajudar fãs de tênis a encontrar o próximo modelo favorito
“Cresci em uma comunidade predominantemente negra onde poucas pessoas buscavam uma carreira em ciência, tecnologia, engenharia, artes ou matemática. Então, havia esse pequeno grupo que começou na escola em que, pela primeira vez, vi pessoas parecidas comigo nesse espaço. São os pioneiros do nosso futuro, aqueles que vão moldar o mundo e como interagimos com ele. Eles não tinham problema em ser vulneráveis, escolher o caminho menos conhecido para realmente deixar uma marca no mundo. Então olhei para eles e pensei que devia ir em frente e ocupar esse espaço, onde não importava se você era professor ou aluno, todos aprendiam uns com os outros.”

Desenvolva sua confiança

“Meu principal conselho para criadoras e empreendedoras de grupos sub-representados é ter confiança. Existem tantas pessoas com menos representatividade que nós, e elas resistem apenas por serem superconfiantes e acreditarem em si mesmas. Acho que esse é o primeiro passo para fazer com que os outros acreditem em você: acreditar que você também consegue. Mesmo sem ter essa confiança de início, faça de conta que você é a sua versão mais confiante possível. Isso tem funcionado para mim em tudo, de conseguir capital de risco a contratar funcionários e fazer com que as pessoas acreditem na minha visão. Confiança é o primeiro passo.” — Akshaya Dinesh

Busque mentoria 

 

Alandis Seals, desenvolvedor júnior e instrutor assistente na Ed Farm, uma organização sem fins lucrativos e parceira da Apple Community Education Initiative que incentiva crianças e adultos a seguirem carreiras nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática (STEAM)
“Tive um instrutor que me ensinou a programar, e ele foi como um mentor no começo. Eu fazia algumas perguntas, e ele era muito solícito. Se não soubesse algo, ele fazia uma chamada comigo no Zoom para tentarmos encontrar uma resposta, mesmo que levasse horas. Tentávamos resolver qualquer pequeno problema que eu tinha, e isso me trouxe a um ponto em que agora posso ajudar a passar adiante a linguagem. Ele fez isso por mim, e eu preciso fazer o mesmo pela próxima geração. Quero ser a pessoa que oferece o mesmo tipo de ajuda.”

Passe o conhecimento adiante

 

David Alston (participante do Apple Entrepreneur Camp de 2021), cofundador e CEO do Kickstroid “Não importa o que alguém faz para você, faça em dobro para que vem depois. Não importa o que receber, não guarde só para você. Alguém dividiu com você com a finalidade de ser compartilhado com os outros para ajudar a criar uma comunidade de pessoas com interesses como nós, que se parecem conosco e que têm histórias como as nossas. É assim que criamos uma geração de inovadores que se parecem conosco. Você não é dono do conhecimento, ele existe para ser compartilhado. Conhecimento precisa ser cultivado, aprimorado e transmitido para as próximas gerações.”
“Hoje, o que importa para mim é poder dar exemplos para as crianças, mostrando que existem mulheres nessa área, que elas estudam ciência da computação na faculdade, que têm carreiras profissionais em programação e no mundo digital. Quando eu era criança, não tive nada disso. Acho que essa é a melhor explicação que posso encontrar por não ter escolhido tecnologia como carreira desde cedo. É muito importante para nós sermos exemplos de profissionais nesse campo, para que outras meninas também possam se ver.” — Anne K. Halsall

Não espere, arrisque-se

“Já são seis anos e meio desde a criação da Winnie, que aconteceu durante nossos períodos de gravidez. Não era uma opção esperar para ter filhos depois de concluir nossa startup, porque é uma jornada longa. E, se você tiver sucesso, são mais 10 anos no caminho. Se quiser esperar até as crianças crescerem, você perde tempo e deixa muitas oportunidades passarem.” — Sara Mauskopf
Ilustração abstrata de uma mulher com um iPad flutuando no espaço.
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